Ybitú Yêpivú
Emanuela Monteiro Kuhn
Em meados do Século XIX
O homem branco sem piedade
Invade as margens do Rio Uruguai
Retira tudo de bom dalí
E se vai...
Tupã então resolve agir rápido
Pensa em algo para expulsá-los
Eis que envia quatro ventos
Noites e dias, de frio, chuva,
Calor, tormentos...
Um vento novo se aproxima
Vindo lá do sudoeste
Destruindo tudo sem dó
Carpinteiro martela a relva,
Deixando-a somente em pó...
Atravessando o Rio Grande
Pelo lado do litoral
Nordestão ou Siriri
Tá formado mais um vendaval...
Cidreira e Mostardas
Quintão também é atingida
Ranchos, povoados, aldeias
Pelas dunas são destruídas...
A tristeza reina por lá
Ninguém quer ficar ali
As dunas levaram a povoação
Deixando somente a solidão...
Na campanha, de clima ameno
As navalhadas geladas
Vão cortando o horizonte
Os fantasmas vagando a noite
Minuano assoviando desaponta
Assustando o povoado
Em dias de ronda...
Congelando quem não tem rancho
Minuano se faz carancho
Tirando as nuvens presentes
Para que ele reine somente...
Uma fúria repentina
Tupã muda o clima,
Trazendo consigo o calor
Momentos de fúria, pavor
A morte rondando os campesinos...
Vento Norte o mais temido!
Presente ele esteve
Em cada degola
Cada estralhaço
Cada disputa por um pedaço
De um território que nem era seu
Sob o calor do Vento Norte
O homem branco... morreu!
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