Tempos
de Guerra
Emanuela
Monteiro Kuhn
República Rio Grandense!
Homens valentes, duas armas concorrentes,
A história da gente, dos bravos guerreiros,
Nestes pampas ardentes a pelear.
Por volta do século XIX,
Em meio a Estância da Barra,
Bento Gonçalves da Silva
Defendeu sua honra farrapa...
Queriam defender sua terra,
Por isso foram pra guerra,
Enquanto sozinhas nas casas
Ficaram as mulheres amadas
Pedindo ao patrão do céu, para os
Caminhos deles iluminar...
Tempos de muita espera! Incerteza!
Angústia! Medo! Solidão!
Tempos de força! União!
Tempos também de vida
Misturado de obstinação!
Na casa do general farroupilha,
Bento Gonçalves da Silva,
Acolhidas elas ficaram...
Irmãs, esposas, sobrinhas, filhas..
Dentre elas Ana Joaquina,
Manuela, Rosário, Mariana,
Maria, Perpétua e ainda a bela Caetana.
Para o campo os homens migravam,
Idealistas, soldados, sanguinários!
Estancieiros, peões, maridos pais...
No campo os raios, a escuridão
A luta pela terra, pela vida!
Tempos de espera! Incerteza,
Angústia! Medo! Solidão!
Tempos de força, união
Tempos também de vida misturado de obstinação
Tempos de guerra!
Esperançosas, elas creem na volta
Rezam juntas durante a madrugada
Amam! Amam com fé e gana...
Amedrontadas pela escuridão do pampa...
Lanças, cavalos, gritos e sangue
Inimigos lutando ali...
Escureceu o céu farroupilha
Deixando somente as marcas daquela
Grande peleia farrapa...
Sim! Tempos de guerra!